Passei o feriado do carnaval na Chapada Diamantina, postei até algumas coisas no instagram, mas resolvi compartilhar aqui como foi a minha experiência por lá. Essa foi a minha segunda – das muitas vezes que pretendi ir ainda – para a Chapada.

A Chapada Diamantina fica localizada aqui na Bahia, sedia o segundo maior parque nacional do Brasil e é conhecida pelo turismo de aventura. O local tem uma dimensão territorial bem grande e por isso já adianto, que não dá para conhecer tudo em uma viagem (a não ser que você esteja tirando um ano sabático, sua sortuda (o)! rsrs..). Até porque a distância entre as cidades turísticas e os atrativos é bem considerável. Por isso, é importante pesquisar as cachoeiras e trilhas que você deseja fazer para escolher a cidade ou cidades que irá se hospedar. Assim, dá para se programar melhor e evitar perder tempo na estrada sem necessidade.

Na primeira vez que fui para a Chapada fiquei só em Lençóis e foi ótimo porque eu era mais nova e próximo da cidade tem atrações bem bonitas e tranquilas com relação à esforço físico. Uma boa para pessoas mais sedentárias, crianças e idosos. Nessa minha segunda ida, dividimos a estadia no Capão e Lençóis.

Vou começar listando os passeios e depois deixo as dicas de restaurantes. Vou fazer uma mistura de fotos minhas com fotos da internet (maioria do site da Chapada ou outros que falam sobre) porque nessa viagem não fiquei preocupada em registrar todos os lugares.

Nossa primeira parada foi na Cachoeira de Conceição dos Gatos. Fomos de carro até um restaurante chamado “Tô na trilha do Zezão” e pagamos R$5,00 por pessoa para ter acesso a “trilha”, que nem pode ser considerada uma, porque é muito tranquila e rápida. A cachoeira é bem pequena, mas gostosa, apesar de ter sido uma das águas mais geladas que me deparei.

O final da tarde foi no Riachinho, que na minha opinião, é uma parada obrigatória no Capão. Fiquei apaixonada pelo lugar! Apesar de ter bastante gente por conta do feriado, me pareceu que lá tinha espaço de sobra para todo mundo desfrutar. Senti uma paz incrível! Um ótimo lugar para meditar.

A Cachoeira da Fumaça é uma das principais atrações por ser a maior cachoeira da Chapada Diamantina e uma das maiores do Brasil e da América do Sul. São quase 400m de altura. A força dos ventos impede a água de chegar ao solo, fazendo com que gotas subam e pareçam fumaça. Por isso o nome. O trajeto para a fumaça é um pouco cansativo, mas nada impossível nem para você sedentário. Indo no seu ritmo e tendo muita vontade de chegar, acho que é possível para qualquer pessoa. Eu não tenho uma vida ativa em termos de atividade física, então fiquei com bastante receio porque muita gente falava que era muito cansativo, que dava vontade de desistir no meio e tal. Fui com o maior ‘cagaço’ e claro que senti cansaço, mas não pensei hora nenhuma em desistir.

Uma das vistas da trilha

São 12km no total (ida e volta) e eles contabilizam cerca de 2h30 para ida e 2h30 para volta. Na ida os 2 primeiros km são de subida e por isso vem logo um impacto no corpo. No dia que eu subi tinha rolado chuva na madrugada toda e no início do dia. Isso deixa muita gente insegura de subir (e tem que ter cuidado mesmo com essa questão da chuva), mas depois parou de chover e o dia ficou com um aspecto meio feio, com cara que iria voltar a chover. Resolvemos encarar mesmo assim e foi a melhor coisa que fizemos, pois o dia foi abrindo aos pouco e o fato de não estar 100% sol fez com que o percurso de ida ficasse menos cansativo.

Muita gente sobe sem guia, mas eu amei ter ido acompanhada de alguém experiente, que passa informações sobre a região, faz as paradas estratégicas… investimento pequeno, que vale. Fomos em um grupinho de 4 e aí saiu R$37,50 para cada. Durante todo o percurso têm paisagens bonitas, então eu fui amando cada momento. Na volta confesso que algumas pedras estavam bem escorregadias e aí as descidas precisaram de um cuidado a mais.

Com minha sis e parceira de trillha ♥ 

Ah, para quem não sabe, a trilha é para ver a cachoeira por cima. Chegando lá existem dois pontos. Um que rendem aquelas fotos clássicas, que por sinal não tirei, dos braços abertos na pedra e pegando a cachoeira. Fiz a minha sentadinha mesmo e não sei se vocês vão conseguir notar, mas rolou um arco-íris lindo, que é clássico também de aparecer nessa foto.

Indo para o outro lado, tem uma outra visão da cachoeira e que eu amei mais ainda. Além dela, é possível ver a imensidão que é aquele lugar. Me senti tão pequenininha perto daquele espetáculo da natureza. Valeu demais o esforço!!

Enquanto fizemos a Fumaça os meus pais optaram por fazer uma trilha um pouco mais leve. Eles fizeram o passeio para as Cachoeiras de Rio Preto e Rodas. Eles amaram!! A trilha leva mais ou menos 1h para o Rio Preto e na volta tem a parada para a Cachoeira das Rodas, famosa pelas piscinas naturais. O passeio foi o mesmo valor que pagamos para a fumaça. A agência que fechamos segue esse padrão.

No dia que iriamos dormir em Lençóis, começamos visitando a Pratinha. É um lugar delicioso, clássica programação que toda família gosta. Foi a minha segunda vez lá. A água da Pratinha é linda e transparente. A gruta da pratinha também é um ponto bem bonito, onde é possível mergulhar com snorkel. Tirolesa, SUP, fotos subaquáticas são outras atividades que dá para fazer lá dentro, pagando claro rsrs… O valor só para ter acesso a Pratinha é R$40,00 por pessoa.

O Morro do Pai Inácio foi outro reencontro delicioso que tive. Dessa vez fui com os meus pais, além da minha irmã que já tinha ido comigo da outra vez. Acho a vista de lá muito maravilhosa. Tem vista em todos os lados, então em cada canto você consegue enxergar uma beleza diferente. Tem o ponto mais clássico para fotos, mas o pôr do sol rola do outro lado. Por isso, ficamos a maior parte do tempo lá. Aproveitamos muito o silêncio para cada um se conectar, meditar, refletir e rezar. O acesso lá é considerado fácil, mas o trecho é íngreme. Valor da entrada R$15,00. 

A Cachoeira do Mosquito com certeza foi o meu banho de cachoeira mais gostoso e um dos lugares que mais me encantei. O acesso até lá é feito boa parte de carro, uns 40km de Lençóis pegando asfalto e depois estrada de chão. Depois uns 20min de trilha até o local, que também tem uma quantidade considerável de subidas. Pagamos R$20,00 por pessoa.

Lembrando que com relação aos valores das entradas de cachoeiras e outras atrações foram os da temporada de carnaval, então é possível que tenha uma variação de valores em outras épocas do ano.

VAMOS FALAR DE COMIDA?! ♥

Se tem uma coisa que move o meu coração é comida, então claro que eu ia deixar aqui as minhas dicas para vocês.

Em Lençóis não deixem de ir no restaurante Cozinha Aberta. Sério!! Estava sem fome na hora porque tinha comido um monte de bobagem antes e aí cometi o erro de dividir um prato de lá. Tava tão bom que eu comeria 2!! Eu pedi Ravióli de Carne do Sol {recheados com abóbora e bacon ao molho de tomate e queijo coalho fresco por cima. Massa feita com cúrcuma e ovos caipiras}. O prato custou R$42,00 e valou cada centavo. Foi uma das melhores refeições que eu fiz na vida. Além desse prato principal maravilhoso, lá tem uma sobremesa absurda chamada Sanduíche de Sorvete de  Cardamomo {bolachinhas macias de chocolate – que a textura me lembrou um brownie incrível – calda de chocolate com óleo essencial de limão siciliano e calda de maracujá}. Pedi a sobremesa porque falaram que era a mais famosa da casa, mas eu fiquei boba como a mistura de sabores ficou maravilhosa. Já quero voltar lá só para ir nesse restaurante!

Lembrando que aí tem metade da quantidade normal que vem no prato 😉

No Capão a minha primeira parada gastronômica foi no Ôxe Restô e o meu pedido foi o Escalope à Volkmar {bifes de filé mignon ao molho de pimenta do reino preta, creme de leite e temperos, servidos com arroz, batata do dia e farofa}. O valor foi R$36,00. Achei bem justo e o prato estava mara. Farofeira que sou, apaixonei pela farofa!

Lá no Capão tem uma pizzaria bem famosa chamada Capão Grande. A massa de lá é integral e eles só trabalham com dois sabores, sendo um salgado e um doce. A pizza salgada vem com cenoura, queijo, tomate e o molho verde deles. A doce recebe banana, mel, canela, queijo, castanha de caju, linhaça, gergelim e semente de girassol. Os preços variam de R$30,00 a R$70,00 e achei massa que é possível pedir uma parte da pizza salgada e outra doce sem ser metade, metade. No nosso caso mesmo pedimos 1/3 doce.  O ambiente é uma delicinha e a pizza também foi uma experiência bacana porque são bem diferentes das que costumo comer. Ah, não deixe de provar a pimenta em mel.

Outra pizzaria que vale conhecer é na verdade uma portinha na vila, onde os donos vendem por fatia.  O lugar se chama Al capãone Pizza e é algo bem comeu-saiu porque não tem mesa para sentar, só uns banquinhos mesmo. A pizza também é integral. Pedi uma com molho pesto que estava muito mara. O valor da fatia é R$3,50. Eles vendem sucos também muito bons por R$2,00 o copo de 200ml. Eu pedi o de melancia com limão e estava sensacional. 

(Não tirei foto e nem achei na internet. Sorry!)

Se você ama lugarzinhos que tem açaí, sanduíches, tapiocas e ainda refeições, então você vai curtir o Pico do Açaí. Lugarzinho com tudo bem gostosinho e fácil de conciliar os gostos de todo mundo, caso você esteja em grupo. Esqueci de anotar os preços, mas achei ok.

Nutrir – Casa de Alimentos. Passando na vila vi uma casinha bem fofa acompanhada de bolos, que pareciam estar deliciosos. Fui correndo pedir o de chocolate, mas aí fiquei sabendo que ele era uma versão mais saudável com chocolate 70%, sem leite e resolvemos provar. Ele é bem diferente do bolo comum de chocolate, mas adorei a experiência. Destaque para o cookie de aveia com chocolate, que eles vendem lá. Fez minha barriga feliz durante a estrada!

Gente, acho que é isso. Esse post já está grande demais rsrs.. Qualquer dúvida é só perguntar.

Beijão

Clarinha