Filmes Oscar 2017 – Parte 1

Uma das melhores coisas da vida (na minha opinião) é ver um bom filme. Com a cerimônia do Oscar se aproximando, me animei para assistir alguns indicados pela academia. Um filme que é fantástico para alguém pode ser horrível para outro, mas como eu sou daquelas que gosta de ouvir opiniões, resolvi compartilhar  a minha com vocês. 

A minha prioridade foi ver o tão comentado “La la land – Cantado estações”, que mesmo antes de ficar em cartaz eu já estava curiosa. O filme simplesmente está batendo recordes de indicações, concorrendo em 14 categorias, incluindo melhor filme, melhor ator (Ryan Gosling) , melhor atriz (Emma Stone) e melhor diretor (Damien Chazelle). Na história do Oscar só “Titanic” em 1997 e “A malvada” em 1950 concorreram nessa quantidade de categorias.

 Ele já me ganha por ser um musical e a vontade que me deu logo na primeira cena foi levantar e começar a dançar (tão bom seria se a vida fosse um musical). A história por si só já toca o coração por falar de sonhos e das dificuldades, obstáculos, crenças e descrenças que a caminhada para eles geram. O enredo se passa em  Los Angeles, palco perfeito para dois aspirantes a artistas, ela atriz e ele pianista de jazz. Mia se desdobra para tentar manter o emprego em uma cafeteria enquanto faz inúmeros testes. Apesar de talentosa, ela sempre acaba se dando mal. Sebastian é apaixonado por jazz e continua acreditando no poder dele mesmo com a falta de prestígio do ritmo. Rola um lindo romance entre os dois e uma relação linda de um estimular o outro quando vem a vontade de desistir.

Achei o filme bem bom, mas confesso que em um certo momento senti que faltou um pouco de ritmo, que é o que nos mantem presos naquele mundo. Justamente por começar de uma forma fantástica, quando geralmente os filmes começam meio mornos, naquela de situar o telespectador nos personagens, esperava um filme inteiro muito envolvente. Achei que em um certo momento faltava alguma coisa e essa foi a opinião também da minha irmã que viu comigo o filme. De forma geral gostei bastante!! O filme empolga, emociona e deixa o nosso lado sonhador mais vivo.

 

“Lion – Uma jornada para casa” é outro concorrente a melhor filme e foi uma belíssima surpresa pra mim! Tinha visto o trailer e confesso que não tinha me empolgado tanto. Só que me apaixonei pelo personagem principal na fase criança e me impressionei com a narrativa, ainda mais por saber que é uma história real e de muita superação.  Senti as dores do personagem principal Saroo que com apenas 5 anos se perdeu do irmão em uma estação de trem na cidade em que morava na Índia. Ele foi parar muito longe de casa, passou por inúmeras situações inimagináveis para uma criança até chegar em um orfanato que também não era um ambiente bacana. Após procuras sem sucesso  da assistente social (única realmente preocupada) pela família dele (por ser tão pequeno ele não sabia dizer o nome real da cidade dele, nem o nome da mãe), Saroo foi adotado por uma maravilhosa família australiana. Quando entra na faculdade, o passado volta à tona e com ele as angustias de não ter notícias dos seus familiares. Depois de muitas noites em claro, ele encontra no Google Earth o local onde morava e vai em busca desse reencontro. 

Me emocionei muito com a história, quase morro de amor pelo ator mirim que interpretou Saroo e gostei muito da atuação de Dev Patel, que faz Saroo adulto. Nicole Kidman também deu um show no papel da mãe australiana. Eles concorrem ao Oscar como melhor ator coadjuvante  e melhor atriz coadjuvante. Indico muito!!

  “Até o último homem” é também uma história real de um homem que escolhe servir ao exército na Segunda Guerra Mundial, mas se recusa a pegar em armas. Desmond T. Doss passa por poucas e boas para conseguir ir como médico para a Batalha de Okinawa e só conseguiu o respeito dos colegas de guerra, quando mostrou a sua força e coragem para salvar vidas, colocando a dele em risco e sem ter uma arma sequer para se defender. Ele conseguiu salvar mais de 75 homens e foi condecorado pelo Presidente dos EUA por esse feito.

O longa tem uma pitada de romance que traz uma graça para um filme que pra mim foi bem pesado pela quantidade de cenas de guerra. Fui nesse com minha mãe e irmã e ficamos aflitas em várias cenas de puro sangue, ainda mais por sabermos que aquilo foi algo real. A história merece realmente ser contada, o ator principal Andrew Garfield teve uma atuação de respeito real porque o personagem exigiu muito fisicamente. Tanto que ele foi indicado como melhor ator e o filme teve indicação também como melhor filme, Mel Gibson como melhor diretor e também concorrem como melhor edição.

E vocês, estão ligados nos filmes indicados ao Oscar também? Me contem se viram algum desses, o que acharam e se indicam algum massa pra mim 😉

Beijão

Clarinha

 

1 Comment

  1. Muito, muito, muito amor por La La Land!!

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